Carolina Klein

  HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR

O ser humano evoluiu muito desde o Homo Sapiens, aprimorou o raciocínio, habilidade física, aparência e também a alimentação. Mas foi com o avanço da era industrial que essa mudança foi ainda mais radical: o surgimento dos alimentos processados mudou a vida do homem e especialmente sua saúde. No século XX apenas 20% dos alimentos eram processados, passando para cerca de 50% na década de 50 e atingindo atualmente a incrível marca de quase 90%. Uma das principais mudanças está no uso excessivo de conservantes, corantes, aromatizantes, adoçantes sintéticos e agrotóxicos. O uso destes alimentos associado ao sedentarismo, monotonia alimentar e a presença de parasitas é um dos principais responsáveis pela hipersensibilidade alimentar, que afeta grande parte da população que sequer sabe de sua existência.
Os sintomas são muitos e variam desde uma simples dor de cabeça ao surgimento de artrite reumatóide, dores articulares, obesidade, depressão, eczemas, hiperatividade, rinite, sinusite, irritabilidade, ansiedade, úlceras, gastrites, TPM, insônia e tantos outros.
Se você sente tais sintomas ou não nota melhora com tratamentos empregados, pode ter hipersensibilidade alimentar. Não se esqueça de que nosso corpo é uma máquina e devemos estar em harmonia para que ela funcione adequadamente - um órgão afeta o funcionamento do outro e vice-versa. Procure se conhecer melhor, observe os alimentos que não lhe fazem bem, ouça seu corpo. Você também pode procurar um nutricionista que irá lhe ajudar a se alimentar da forma adequada, de acordo com suas necessidades uma vez que, cada ser humano é único ou seja: nenhum é igual a outro.
  INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Tem sido crescente o número de indivíduos que procuram o meu consultório com queixa e/ou diagnóstico de intolerância à lactose. A maioria vem acompanhada de um diagnóstico clínico e outros sentem desconforto com o consumo de leite e derivados. Todos eles me fazem a mesma pergunta: Afinal, o que é intolerância à lactose?
Intolerância à lactose é a baixa ou nula produção de lactase (enzima que degrada o açúcar contido no leite) pelo organismo humano. Sem lactase, a lactose se acumula na mucosa intestinal e acaba fermentando, causando os sintomas de distensão abdominal e flatulência. Além destes sintomas, muitos queixam-se de náuseas, vômitos e diarréia, constipação, além de piora nos sintomas de rinite e alergias.
Para a tristeza de muitos dos pacientes, a única solução é a retirada total de leite e seus derivados tais como: iogurtes, queijo, biscoitos à base de leite, creme de leite, nata, requeijão, tortas, bolos, sorvetes, etc. Felizmente para alguns o efeito é passageiro, uma vez que podemos classificar a intolerância em:
Primária: a produção de lactase diminui ao longo da vida quando crianças produzimos uma quantidade muito maior do que na idade adulta e durante o envelhecimento.
Secundária: a queda na produção se dá por algum dano à mucosa, tal como Giardíase, presença de outros parasitas, doença celíaca, doença de Crohn ou outras doenças inflamatórias intestinais. No caso de intolerância devido a presença de Giardíase, por exemplo, existe a possibilidade de ser revertida, mas é preciso cautela. Após alguns meses de restrição fazemos testes introduzindo lactose e só depois de avaliar os sintomas podemos rever a conduta.
O importante é ficar atento aos sintomas: distensão abdominal, cólicas, flatulência, borburigmo (gases no líquido intestinal), náusea, vômito, diarréia, constipação e desconforto ao consumir leite e/ou derivados. Devido à própria intolerância, há o dano à mucosa intestinal desencadeando a hiperpermeabilidade intestinal e que pode envolver outros alimentos além do leite e seus derivados. Por isso é importante uma avaliação criteriosa, que pode ser aprofundada com o teste de biorressonância. Procure seu nutricionista!
  Alergias e intolerâncias alimentares no consultório



Todos os dias, recebo inúmeros pacientes em meu consultório com sinais e sintomas de sensibilidades alimentares. Comecei a atuar e me dedicar nesta área pois me identifico com esse público: sempre sofri com intolerâncias e alergias, mas não sabia. No consultório, discutimos as opções de tratamento e a conduta que teremos dali para frente. Deixo o paciente muito à vontade para decidir o que ele quer ou não colocar em prática, sempre mostrando os riscos e benefícios de cada escolha. Dieta de exclusão e incompatibilidade alimentar são algumas das formas de verificar e confirmar as sensibilidades. Se você apresenta sintomas de asma, rinite, acne, candidíase, sudorese excessiva, artrite, tireoidites, obesidade, enxaquecas e demais sintomas recorrentes e nenhum tratamento é eficaz, você pode ter alguma sensibilidade alimentar. Se precisar de ajuda estou à disposição!